Quando um cupcake é suficiente.

Ainda é dezembro e o mercado já está esperando passar o carnaval? Avalie o que cortar, reduzir e manter. Temperança para o empreendedor católico.

Olá, imparável! Salve Maria! Tudo bem?

Começo de dezembro.

Alguns negócios estão esperando o ano que vem para decidir como estarão as coisas. Pode não ser nem dia dez de dezembro, mas o mercado já vê como se o ano tivesse acabado. Avalia o que fazer para o próximo ano… mas as decisões ficam para janeiro.

Aí janeiro chega. Até resolver as coisas burocráticas, vai para assinatura em fevereiro.

Fevereiro? Tem carnaval. E quando começa o projeto assinado? Vai para depois do carnaval. E se a terça de carnaval é no dia 17, é melhor esperar até a segunda-feira seguinte, dia 23. No final das contas, é melhor mesmo esperar até o primeiro dia útil de março para começar os novos projetos.

E como ficam os empreendedores que precisam começar novos projetos para receber e ter dinheiro no caixa?

As empresas irão investir, mas estão postergando, principalmente quando falta menos de um ano para a próxima eleição. E ainda, no mundo globalizado, decisões de outros países podem influenciar o mercado interno.

Mercado retraído gera efeito cascata: empresas seguram, empreendedores não fecham negócios.

E agora, imparável, o que fazer com todas as compras e parcelas no cartão de crédito da Black November?

As médias e grandes empresas estão revendo a contratação de plataformas e serviços que consomem dezenas ou centenas de milhares de reais. As menores já revisam as centenas de reais até aquelas na casa de milhares.

É hora de simplificar e se adaptar.

Enquanto na álgebra uma simplificação procura reduzir uma fórmula sem mexer no resultado, o empreendedor precisa simplificar sua vida, sabendo que isso mexerá no resultado. Na verdade, o saldo pode até ser transformador.

Eu explico:

No momento em que parece que a receita encolhe, é preciso ponderar, rever os gastos, cortar custos… Isso vai do negócio até a vida pessoal.

Nos negócios, comece pelas despesas maiores. Por exemplo: que plataformas de tecnologia lhe consomem mais recursos financeiros?

Não ignore os serviços online menores: somados, podem gerar uma bela economia. Contratou várias ferramentas de IA para testar, mas agora só usa uma? Cancele as outras.

E na vida pessoal, todos os serviços de streaming que você contratou poderiam ser revistos e mantidos somente os 2 mais usados? E aquele plano de backup na nuvem do seu celular que poderia ser reduzido?

Às vezes, a vontade que temos é de comer um bolo, mas, de acordo com o momento, um cupcake já daria conta da ocasião. Depois você ainda descobre que o cupcake saciou e que realmente não precisava do bolo inteiro.

Cupcake

Você pode simplificar e, ainda assim, ser surpreendido com sua transformação.

“Então, tendo com que nos sustentar e nos vestir, fiquemos contentes.” (1Timóteo 6,8)

É uma mistura de desprendimento, desapego e temperança.

“A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados.” (Catecismo da Igreja Católica, nº1809)

À medida em que diminuímos os gastos e aquilo que pode estar nos afastando de Deus, podemos abrir espaço para o que é de Deus.

Padre Réginald Garrigou-Lagrange (As três idades da vida interior) nos ensina que “a adversidade é boa para nos libertar da ilusão e nos trazer de volta ao verdadeiro caminho.”

E que esse caminho possa nos levar ao nosso refúgio. E onde fica isso?

Jesus disse a um monge beneditino (In Sinu Jesu): “Compreende o meu amor por ti, e começarás a confiar nele. Eu não sou severo, Eu não sou teu supervisor; Eu sou o teu Amigo divino, Eu sou o teu defensor, teu consolador, o teu refúgio nas dificuldades.”

Para o arcebispo Fulton Sheen (na obra Nossa Senhora), Cristo é como uma ponte (medianeiro) entre Deus e a humanidade. E Deus pediu a Nossa Senhora que Lhe desse seu filho. Ela se tornou nosso canal de Cristo.

Fulton observa que a lua não tem luz própria. Ela reflete a luz do sol. Uma noite iluminada pela lua é uma certeza de que o sol existe. A lua não tira o brilho do sol. A lua brilha ao refletir o sol e somos gratos quando ela ilumina a noite. Fulton nos ensina que assim é Nossa Senhora, que reflete o esplendor de Cristo.

Que nesse momento em que o mercado aguarda para ver o que vai acontecer, num momento que parece escuro como a noite, que possamos ser conduzidos por Maria refletindo o brilho de Cristo, até o clarear.

Para você pensar: o que vai simplificar esta semana? Conte nos comentários!

Que a paz de Jesus seja nosso destino e que o amor de Maria nos conduza. 💙

Até a próxima.

Forte abraço!


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Angelo Públio

Angelo Públio

Especialista em Crescimento de Empresas e Fundador do JesusOps.

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