Olá, imparável. Salve Maria. Tudo bem?
Como tem sido o andamento dos seus negócios? Você tem trabalhado para ganhar a vida, mas, ao longo do dia, tem se lembrado de Deus?
O sacerdote Antonio Royo Marín, em A espiritualidade dos leigos, diz que o profissional “pode e deve buscar” o progresso material da humanidade. Isso inclui ganhar o pão para si e para seus filhos. Esses motivos, porém, devem ocupar um segundo lugar. O principal motivo deve ser trabalhar para a glória de Deus e, concomitantemente, ganhar o pão.
Somos chamados a buscar a santidade. E, com isso, a perfeição.
“Porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (1Pedro 1,16)
Antonio ensina que, pelo trabalho, seja de forma manual ou intelectual, o ser humano pode realizar sua vocação ou aptidão. Isso vale até mesmo para quem não precisa trabalhar por ter recursos em abundância.
“O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação, dominando a terra. Portanto, o trabalho é um dever.” (Catecismo da Igreja Católica, CIC 2427)
O trabalho contribui para o bem comum da sociedade e os atos do ser humano devem ser feitos por amor a Deus. Por isso, o amor a Deus e ao próximo deve ter prioridade em toda a jornada do cliente.
O que é a jornada do cliente?
A jornada do cliente é o processo que uma pessoa percorre do momento em que percebe a necessidade de algo até a sua aquisição, passando por 3 etapas principais: reconhecimento, consideração e decisão.

Segundo o livro Revenue Architecture, podemos definir cada etapa conforme abaixo.
Reconhecimento (awareness): é quando uma pessoa reconhece que tem um problema e começa a buscar uma solução. Para o empreendedor, ela é uma pessoa ainda desconhecida que pode vir a demonstrar interesse em seu produto ou serviço. Quando você oferece algo que pode ajudá-la, ela pode se tornar um contato conhecido.
Consideração: nessa etapa, a pessoa começa a formar uma opinião sobre quais produtos ou serviços conseguem resolver seu problema. Você deve investigar bem o problema do cliente. Assim, você pode mostrar como pode ajudá-lo, se for realmente capaz. A sua prioridade deve ser o sucesso do cliente na solução do problema.
Decisão: o cliente está pronto para a ação. Ele procura fornecedores que ofereçam exatamente o que definiu para resolver seu problema. Agora é o momento de você facilitar o processo de compra. O cliente também quer entender as regras de cancelamento caso não fique satisfeito. Quanto menos fricção, mais amigável se torna o fechamento da venda.
Compreender essas 3 etapas ajuda você a avaliar como está seu processo de aquisição de clientes. Faça uma reflexão: alguma delas pode estar “empacando” o seu crescimento?
“Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele não forçadamente, mas de boa vontade, como Deus quer; não por lucro sórdido, mas generosamente.” (1Pedro 5,2)
O empreendedor católico deve procurar servir da melhor forma em cada etapa da jornada do cliente. É preciso pastorear!
Conclusão
É possível que, “no mundo”, você encontre pessoas dizendo que, nos negócios, mesmo marketing e pós-venda, “tudo é Vendas”. Isso sem falar naqueles que tentam empurrar o produto a todo custo.
O empreendedor católico deve ter sua jornada do cliente centrada no amor (love-centric), exercendo primeiramente a acolhida. A venda é consequência.
O empreendedor católico deve empreender no mundo, sem se prender a ele.
“Eles não são do mundo como eu não sou do mundo.” (João 17,16)
Que a paz de Jesus acompanhe sua jornada e o amor de Maria esteja em seu coração. 💙
Nos vemos no próximo sábado!
Forte abraço!